Cordão umbilical enrolado

O cordão umbilical é o elo de ligação do feto à placenta, o órgão no qual se efetuam as trocas gasosas e o transporte de nutrientes, entre o sangue do feto e o da mãe. É uma estrutura composta por duas artérias e uma veia. Está envolvido por uma substância mucóide (gelatina de Warthon) que tem como função proteger contra compressões e possíveis roturas dos vasos sanguíneos.

A sua medida varia desde alguns centímetros até cerca de 80 centímetros e com 15 a 20 mm de diâmetro.

O bebé, nos seus constantes movimentos, naturalmente interage com o cordão. E, por vezes, o cordão fica enrolado, chamando-se a isso circulares do cordão, o que significa estar enrolado à volta de alguma parte do feto, normalmente à volta do pescoço.

Cerca de um terço dos partos apresentam circulares do pescoço e alguns bebés têm até duas ou três.  O cordão é suficientemente comprido e as suas estruturas elásticas permitem que o parto se desenvolva normalmente, sem que a circulação sanguínea seja perturbada e são raros os acidentes.

Existe o mito de que o cordão segura o bebé. Não é verdade!

Durante o trabalho de parto, o útero contrai, empurra o bebé e conforme desce, a placenta e o cordão descem também.

O cordão só deve ser cortado depois de parar de pulsar porque, até aí fornecerá células tronco e hemoglobina muito importantes para o bebé. Também ajudará na transição da respiração umbilical para a respiração pulmonar.

A circular cervical do cordão umbilical é observada e avaliada nos exames pré-natais e poderão desfazer-se espontaneamente durante a gravidez.

Não existem evidências científicas sólidas que demonstrem riscos pela presença de circular cervical, a não ser quando o bebé faz um nó verdadeiro, esticando o cordão com os seus movimentos e interrompendo, assim, o fluxo sanguíneo.

É feita a monitorização dos batimentos cardíacos do feto. Se o registo for anormal, rápido e depois muito lento, há sofrimento fetal e o médico tomará decisões de acordo com esse facto, tais como, a indução do parto ou a cesariana de urgência.

Publicado a 5 de dezembro de 2013

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