Entrevista a Rita Ferro Alvim do blog “Socorro! Sou Mãe…”

Já conhece a simpática Rita Ferro Alvim, autora do livro e blog Socorro! Sou Mãe…??

Temos o prazer de partilhar consigo como é que a Rita “enfrentou” o pós-parto: se conseguiu recuperar a boa forma física e as principais dificuldades que sentiu… ainda deixou uma mensagem especial a todas as futuras mamãs da Rede Mãe! Nós perguntámos, a Rita respondeu… Vale a pena ler a entrevista completa!

Socorro! Sou Mãe...

Socorro! Sou Mãe…

  • Nome: Rita Ferro Alvim
  • Idade: 36 anos
  • Nome e idade dos seus filhos: Maria, 4 anos e Duarte 2 anos

 

De onde surgiu a inspiração para lançar o seu livro “Socorro! Sou Mãe”? E o blog?

A ideia do livro surgiu quando a minha irmã engravidou. Eu estava grávida do meu segundo filho. Comecei a juntar tudo o que era recorte de revista, dicas, artigos porque senti que tinha tanto para lhe contar e que ninguém o iria fazer. Quando tive a minha primeira, ninguém me falou da subida do leite e de outros temas que nos batem à porta quando somos mães de primeira viagem. Percebi depois, com a experiência, que devia sobretudo libertar o meu instinto maternal. Foi isso que quis passar à minha irmã… Que há muita coisa técnica mas que a maioria está dentro do nosso coração. Quando dei por mim parecia daquelas loucas que colecionam tudo em exagero e pensei que tanta informação dava um livro. Acabou por ser um sucesso porque havia pouca coisa do género. Não existia nada em Portugal que tratasse a maternidade na primeira pessoa. Consegui isso através de testemunhas de mães que partilharam, no meu livro, algum ponto importante da sua experiência e que acharam importante passar. Acho que muitas mães e futuras mães se identificaram e procuraram ali uma companhia para o primeiro mês da vivência com os seus bebés. Fiz muitas amigas.

Já conhecia a Rede Mãe? Que pensa sobre o nosso site?

A Rede Mãe conheci mais tarde através da Tânia Ribas de Oliveira, que adoro e que é uma mãe, mulher e profissional maravilhosa. No fundo, de uma forma muito mais abrangente, é também um Socorro que tenta dar apoio às mães que hoje em dia vivem tão sozinhas, sem comunidade, mães e avós por perto. Acho uma ajuda preciosa e acima de tudo credível que também tem tanta importância. às vezes a internet pode ser muito enganadora e, já se sabe que as mães adoram pesquisar online, porque é rápido, mas nem sempre o mais certo.
Aqui há garantias e um acompanhamento profissional muito importante.

Esteve grávida há já algum tempo, mas penso que há coisas que nunca se esquecem e para algumas mães vai ser muito importante ler o seu testemunho. Conseguiu recuperar o peso que tinha antes de engravidar?

Não consegui… (risos)! Acho que não vou voltar ao meu peso porque o meu corpo mudou. (E sou feliz com isso!) Mas já estou lá perto. Na primeira gravidez estive 7 meses de repouso em casa com uma gravidez de risco, o que para o corpo, foi duro. Depois voltei a engravidar quando a minha filha tinha só 1 ano e 1 mês e eu estava longe da forma física que tinha antes. Não dei descanso ao corpo, nem fiz muito para voltar à linha. Estava entretida a ser mãe… Do segundo, não engordei tanto mas… já tinha cadastro. Agora ando no ginásio e faço abdominais hipopressivos, uma técnica ainda pouco conhecida em Portugal, que me ajudou imenso, sobretudo na questão da postura, coluna, respiração e no encolher da barriga… Coisas que andavam muito mal para os meus lados mas que agora já começo a corrigir. Sinto-me muito melhor. As gravidezes têm um grande impacto no nosso corpo e depois é necessário voltar a equilibrá-lo. Mas vou com calma, sem dietas e sem pressão. A única coisa que – às vezes – faço é reduzir os hidratos de carbono à noite, trocar fruta por pão e pouco mais… Sou muito má nesta área.

Quais as principais dificuldades que sentiu?

Vontade! Queria estar com os meus filhos. Não concebia deixar de estar com eles para me enfiar num ginásio. Quando chegou o meu tempo, a altura certa, inscrevi-me. Mas até lá não queria saber do meu corpo. A verdade é esta… Era a coisa que menos me preocupava na altura. Quer dizer, até podia pensar nisso, mas queria era aproveitá-los o mais possível, ir buscá-los cedo à creche e passar a tarde a “lamber as crias”.

Tem alguma sugestão que gostasse de deixar às futuras mamãs da Rede Mãe?

O que digo sempre é que a maioria das respostas está dentro de nós. Para nunca desprezarem o seu instinto. Uma espécie de vozinha que quase não se ouve mas que, quase sempre, está certa. Que optem por bons profissionais, que confiem em pleno, e que aproveitem todos os momentos porque deixam saudades. E que, nos momentos de desespero, peçam ajuda.

 

Muito obrigada Rita, por toda a sua simpatia e disponibilidade!

Publicado a 22 de maio de 2013 / Atualizado a 25 de maio de 2013

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