Gastroenterite infantil

A gastroenterite é uma doença comum nos primeiros anos de vida e caracteriza-se por uma inflamação da mucosa do estômago e intestino. A causa é na maioria das vezes viral, sendo o rotavírus o principal causador da mesma. É habitualmente benigna com duração de cerca de 4 a 5 dias.

Sinais e Sintomas

  • Diarreia
  • Vómitos
  • Febre
  • Náuseas
  • Cólicas
  • Dor abdominal
  • Perda de apetite
  • Recusa alimentar

A perda de líquidos e eletrólitos podem resultar em desidratação, com necessidade de internamento hospitalar. Os sinais de desidratação habituais são os lábios e língua seca e descorada, pele seca e pálida, olhos encovados, urina mais concentrada (cor amarelo torrado) com diminuição do número/volume das micções, irritabilidade, choro sem lágrimas e até perda de peso.

 

Tratamento hidratante

Os sintomas da gastroenterite duram, em média, uma semana e o tratamento passa, sobretudo, pela administração de uma solução oral de re-hidratação que melhora a absorção de líquidos pelo intestino. Esta fórmula pode ser comprada nas farmácias e não necessita de prescrição médica (deve ser dada nas primeiras 5 a 6 horas após o início da gastroenterite).

Em bebés mais pequenos deverá procurar um profissional de saúde, uma vez que o organismo pode reagir à infeção instalando-se um quadro de febre, vómitos e diarreia, não chegando apenas a re-hidratação oral.

 

Observações

  • Pode continuar amamentar o seu bebé
  • O leite em pó deve ser diluído em água de cozer arroz
  • Quando a criança começar a ficar melhor pode oferecer sopa de cenoura, papa de arroz e fruta cozida (pera ou maçã)
  • Mesmo depois de tratada a gastroenterite, o bebé poderá apresentar, durante algum tempo, uma intolerância a alguns alimentos que se pode refletir através de diarreia.
Publicado a 27 de outubro de 2014

HOCKENBERRY, Marilyn;WILSON; WINKELSTEIN – Wong, Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora, 2006

Rodrigues F, Alves M, Alves A, [et al.] Etiologia das gastroenterites agudas em UICD: estudo prospetivo de 12 meses. Ata Pediátrica Portuguesa 2007; vol. 38, nº1 (2007), p- 13-17.

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