Luxação congénita da anca

A luxação congénita da anca ou também conhecido como displasia congénita da anca é uma malformação frequente que, caso sendo detetada precocemente, pode ser eficazmente solucionada através de um simples tratamento ortopédico.

Trata-se de uma alteração no desenvolvimento das estruturas ósseas da anca do bebé, que faz com que a cavidade e a cabeça do fémur (osso da perna) não tenham uma correspondência adequada, ou seja, não “encaixam” corretamente.

Atualmente em Portugal, três em cada mil bebés nascem com este tipo de patologia.

A luxação da anca pode ser detetada pelo pediatra na primeira observação que efetua ao bebé após o parto, através de manobras específicas para esse efeito ou então em observações posteriores.

A única forma de confirmar que o bebé sofre de displasia da anca é através da ecografia, já que este exame permite ver também as estruturas cartilagíneas.

Quando a displasia não é detetada nos primeiros meses, a radiografia permite observar se o fémur está orientado para dentro da cavidade.

Os dados estatísticos apontam que as meninas são 9 vezes mais atingidas do que os meninos e em aproximadamente 60% dos casos são primeiros filhos.

© Liliana Mendes | Rede Mãe

As causas da displasia da anca são várias, desde antecedentes familiares semelhantes a uma maior elasticidade generalizada dos ligamentos.

 

Sinais e sintomas:

Durante os primeiros meses de vida a malformação torna-se evidente quando:

  • São realizadas manobras de forma a detetá-la: manobra de Ortolani – consiste na flexão dos membros inferiores seguida da rotação externa para pesquisa de luxação congénita da anca/displasia de quadril. Na existência de uma displasia de quadril, ocorre um estalinho;
  • Por vezes é percetível uma tumefação (inchaço) da zona, devido à união anormal da cabeça do fémur;
  •  Ao observar que o bebé sofre dores sempre que move as pernas para se vestir ou calçar.
  • Em muitos casos, o problema pode ser detetado quando há um atraso do bebé em começar a caminhar, ou então o bebé, para além de coxear, apresenta uma forma de caminhar semelhante à de um pato.

Neste tipo de patologia é fundamental o tratamento precoce.

Deste modo, a Rede Mãe aconselha a consultar o pediatra do seu filhote se encontrar algum dos sinais/sintomas acima descritos. Relembramos ainda que quando diagnosticada e orientada atempadamente, de uma forma global, a displasia da anca tem bom prognóstico.

O tratamento prolonga-se até a articulação coxo-femoral se estabilizar e a ecografia/radiografia da criança ser normal. Isto geralmente demora um a dois meses, se a luxação do bebé tiver sido identificada imediatamente após o nascimento.

O tratamento deve ser orientado por um ortopedista e deve ser individualizado, dependendo da idade da criança e da gravidade da situação.

Quando a luxação é diagnosticada, existem alguns tipos de aparelhos de correção, que deverão ser prescritos pelo ortopedista que segue a criança. Nas crianças mais velhas geralmente a correção é cirúrgica, sendo necessário um aparelho gessado por algum tempo e os casos são habitualmente mais complexos quanto mais tardio for o diagnóstico.

Publicado a 12 de dezembro de 2012 / Atualizado a 3 de dezembro de 2013

Medipédia: Conteúdos e Serviços de Saúde. Retrieved from: Medipedia.pt

Portal da Saúde - Alert online. Retrieved from: Alert-online.com

Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia (SPOT). Retrieved from: Spot.pt

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